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quarta-feira, 30 de maio de 2018

O que vem acontecendo...

Anos atrás ouvi este discurso, eles gritavam " o petróleo é nosso" , gritamos junto com eles.
Quanta inocência.
Hoje quando ligo a TV vejo que quando gritavam o petróleo é nosso, eles estavam falando deles e não da nação.
A corrupção acabou com este país!!!
Outra verdade que essa greve de caminhoneiros nos revelou foi a postura da Petrobrás, ficou irredutível. Entendemos a situação econômica de uma empresa, mas algo a mais ela poderia ter feito.
A Petrobrás com argumentos financeiros não cedeu na ajuda de redução de preços, pressionou o governo jogando a conta de redução de preços para o governo que por sua vez vai jogar para a população.
Um erro manter uma única empresa no negócio, claro que assim ela fará o que quer no mercado. Deveria ter outras empresas na concorrência.
Defendemos ela contra a privatização, e hoje ela em imprensa de forma clara deu um fod...se jogando a conta pro governo.
Sim,o petróleo não é nosso. Nunca foi!
Precisamos ter no negócio a livre concorrência e opção de propostas de serviços. Talvez a privatização não fosse tão ruim.
Gritamos:
Fora Collor, fora FHC, Lula, Dilma,... estamos gritando fora Temer. Assim como gritamos referindo a prefeitos, governadores, deputados, vereadores, ministros,... Cônjuges.
Ainda não aprendemos. O problema é o sistema, todos eles servem o mesmo sistema.
No popular, mudam se as moscas e a defecação é a mesma!
Corrupção deveria ser crime inafiançável, imprescritível e prisão perpétua.
Sim, crimes de corrupção não deveria ser inafiançável, essa história de pagar pela liberdade jurídica só serve para arrecadar dinheiro nunca foi justiça. Não deveria prescrever um crime cometido, isso não é perdão e menos ainda justiça, é ser conivente no caso com a corrupção. E sendo a corrupção um crime que afunda uma nação, deveria ser perpétua, pelo tamanho da gravidade. Não deveria prorrogar nos corredores jurídicos atravessando décadas, deveria os casos de corrupção serem tratados com urgência e resolvisos em prazo mínimo. Isso tanto para políticos como também para funcionários públicos e privados, e quanto a empresas, estas envolvidas em processos de corrupção nem deveria estar em licitações. Não entendo como por exemplo a Odebrecht, uma empresa envolvida em tantos processos de corrupção, ainda se mantém nas licitações. Não temos outras empresas capacitadas?
Os crimes organizados estão entre políticos e empresários e no funcionalismo público.
Uma boa estratégia de desmoralizar uma greve, alega que tem fins políticos e deixa a guerra partidária cuidar do resto.


terça-feira, 29 de maio de 2018

Racionais, lixo cultural?

Um líder eclesiástico que chama hip hop de lixo tem o perfil capitalista que vive trancado em igreja vendendo a salvação, não conhece a realidade e necessidade da periferia deste país (e quer falar de missões). Não sobe favela, pois o valor que cobra para pregar o evangelho e cantar é algo que o favelado não pode pagar. Estes levitas e palestrantes, pois não se denominam pregadores, pois cobram para pregar, estão inacessíveis a condição financeira do morro. O pior, se sente agredido porque a favela alcançou uma vitória. Para quem conhece a trajetória de Racionais, não foi fácil quebrar recordes e preconceitos. Letras que retratam uma realidade que insistem em jogar debaixo do tapete.
A propósito, quantos shows de grandes nomes da música gospel temos em favela por ano? Quantos grandes pregadores (palestrantes) sobem o morro com a palavra da salvação sem cobrar nada?
O evangelho se tornou capitalista.
Marco Feliciano, o deputado da chamada bancada evangélica (que na verdade não existe), às vezes gosta de aparecer.
Ganharia o reino dos céus se apenas pregasse o evangelho, de preferência lá na favela, se possível nas quebradas de mano Brown.
Sim, Marco Feliciano chamou Racionais de lixo cultural.

sexta-feira, 25 de maio de 2018

Intolerância

O nosso querido vocabulário de tempos em tempos é enriquecido por uma palavra da moda. Se nos atentarmos para esse acontecimento perceberemos que as pessoas, incluindo nós, acabam utilizando essas palavras sem entender o significado e conceito da expressão. Acabamos nos tornando o que desprezamos.
Uma palavra que se encaixa nisso é "intolerância". Nos questionamos de intolerância, vemos muito essa palavra sendo utilizada nestes tempos. Afirmamos ser contra a intolerância. Mas, e quando nos tornamos intolerantes?
Nos tornamos intolerantes quando não aceitamos aquilo que difere de nossos conceitos e crença de uma forma mais ríspida. A internet nos revela muito esta verdade. Aquele momento em que nos posicionamos com ideais contrários a maioria por exemplo; momento este que somos crucificados, ou ao contrário, quando alguém se manifesta contrário aos nossos ideais, aí somos nós que crucificamos.
Sim, geração mimada que não suporta algo contrário as suas crenças e ideais. Faz malcriação, pirraça, birra,... Mi mi mi na internet. Em alguns momentos chegam a ser ofensivos e ameaçadores.
A internet não criou monstros, revelou monstros dentro de cada um de nós.
Nos queixamos da intolerância e retribuímos com a mesma.
Parece que é melhor ter razão do que ser feliz. Uma geração de militantes com a missão de defender seus ideais e crenças a qualquer custo, ignorando a tão falada "diversidade".
Diversidade, outra palavrinha da moda às vezes ofuscada pela intolerância.

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