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quarta-feira, 16 de maio de 2018

O Deus do impossível... Falhou

Todos independente de crença em algum momento da vida ouviu falar de Deus e sua soberania. Somos bombardeados pela informação que há um Deus acima de tudo e que Ele é capaz de fazer aquele milagre que tanto esperamos. Nos é vendido desta forma por aqueles que se proclamam tais proezas.
É o Deus que cura, que liberta, restaura,... um Deus vivo e eficaz. Basta crer. Cada um apresenta o caminho a seu jeito. Uns afirmam que o sacrifício é o caminho, uns apresentam o sal, talvez quem sabe uma vida de oração e jejum. Informações tiradas de alguns trechos da bíblia, todos com a mesma certeza, Deus vai resolver seu problema, seja emocional, profissional, casamento em crise, restauração da família, libertação das drogas,... Tudo Ele resolve!
A esperança alimentada pela fé, talvez o último recurso, é nisso que nos lançamos.
Mas... E quando o tão esperado milagre não vem?
O emprego não surge, nada de promoção, nada de cura da enfermidade, casamento vira divórcio, o viciado continua nas drogas,... Nada, nada acontece.
O Deus do impossível falhou?
Aqueles mesmos que lhe garantiram que havia um Deus soberano mudam o discurso.
Você estava orando pouco. Estava em pecado. É tudo no tempo de Deus, não chegou a hora. É quando e como Deus quer.
...e como fica a fé neste momento?
Quem enganou quem?
O milagre não veio.
A verdade é que muitas vezes expectativa gera frustração, até quando se trata de fé.
Deus falhou, eu falhei, os tais profetas falharam comigo,...?
A verdade é que nem tudo na vida acontece conforme queremos, até mesmo o milagre depende de outras forças além de sua própria fé. Os planos de Deus estão muitas vezes acima de nossa compreensão. Pessoas morrem, divórcios acontecem, o emprego não vem, a cura de uma enfermidade ou libertação das drogas não acontece. Mas uma coisa é certa, a vida continua, precisa continuar.
Deus nunca falha, não é Ele quem tem vontade no mau.
As vezes aquela vaga de emprego não vem porque não nos preparamos.
As vezes para a libertação aquela pessoa precisa encontrar dentro de si forças.
As vezes a cura da enfermidade não é possível, a morte faz parte do pacote.
As vezes a restauração do casamento depende do querer da outra parte, e esta não quer.
É, as vezes pedimos a Deus o que não é viável.
As vezes somos levados por aventureiros a profeta que Deus vai fazer o que na verdade não vai fazer, prometem os falsos profetas o que Deus não prometeu.
E claro, as vezes criamos esperanças de algo que no fundo já sabemos que não vai acontecer. Temos dificuldade de encarar certas verdades.
A descrença entra nessa situação, sempre atribuímos a Deus o que está acima de nossa compreensão e aceitação, até mesmo culpamos Ele. Criamos uma imagem carrasca de Deus.
Assim como Jesus (em um crucial momento de sua vida) questionamos o abandono de Deus.
Sim, somos pessoas. Sentimentos dá em gente e não em poste. Uma frase famosa que nos lembra que até essa sensação que Deus falhou conosco seria normal vinda de nós. Jesus teve essa sensação de abandono.
Jesus mais a frente entendeu que o PAI não o havia abandonado, mas o tinha lhe dado um fardo pesado que só ele poderia suportar. A vida de Jesus caminhou para isso, e foi uma trajetória difícil.
A nossa vida também tem momentos difíceis, o que nos faz entender que não é da vontade de Deus que quebremos a cara.
Tem situação de perda que mais adiante vemos que era livramento de Deus. Vivemos algo melhor.
E por outro lado, a derrota faz parte da nossa trajetória de vida. Precisamos aprender a administrar isso.
Erramos, as pessoas ligadas a nós erraram, os chamados homens de Deus erram ao dizer que Deus disse o que na verdade Deus não disse.
...e nisso tudo culpamos Deus.
Não, Deus não falhou!

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Legalização da maconha

"prometendo-lhes liberdade, quando eles mesmos são escravos da corrupção; porque de quem um homem é vencido, do mesmo é feito escravo." 2 Pedro 2:19
No mundo inteiro o assunto é polêmico e ganha forças com os movimentos a favor da liberação do uso tanto de forma medicinal como a chamada de uso "recreativo".
A primeira se trata da força científica, pois assim como qualquer planta, a maconha pode ser usada para bens medicinais, o que poderia ser mais um avanço em alguns tratamentos. Ainda gera confusão, desconfiança e resistência por parte dos que vêem a planta apenas como um baseado, conhecido como o "cigarrinho do capeta".
É importante entender que o uso "recreativo" é totalmente diferente do medicinal.
O uso "recreativo", o que gera muita discussão, é bem diferente. É o ato de se drogar. Curtir a viagem alucinógena.
Uma das colocações dos usuários é referente a violência, alegam que não aumentaria, mas sim reduziria. Até alegam que o problema da violência está ligado a condição financeira. Ou seja, que o problema da violência não está ligado ao uso das drogas.
A legalização das drogas, em especial a maconha, traz muitos questionamentos de quem é contra.
Alguns países já estão liberando, alguns aos poucos, os EUA por exemplo, está liberando por Estado, um de cada vez. Todos esperam para ver se vai realmente dar certo.
É verdade que como cidadãos os usuários tenham este direito, mas aqui vou questionar algumas coisas antes de sair gritando que apoio, até porque sou contra.
Algumas pessoas vão dizer que fumam com seu dinheiro, que sustentam seu vício.
Meu primeiro questionamento seria este, assim como a bebida alcoólica aclamada nas propagandas, o usuário de maconha vai sustentar seu vício com o suor de seu trabalho ou vai continuar assaltando pobres nos ônibus para sustentar seu vício?
O não fumante terá o direito de não sentir o cheiro do baseado em locais públicos e na porta de sua casa?
A violência doméstica praticada por drogados, alcoólatras e maconheiros, diminuirá? Muitas famílias tem seus bens domésticos vendidos por parentes viciados, como fica essa família?
Na questão da saúde, como o governo ajudará as famílias para tratar os danos do uso? Pode virar esta liberação um problema de saúde pública amanhã.
É, politicamente pode ser confortável fazer a liberação, principalmente em época que se busca votos em ano de eleição, mas precisamos garantir alguns pontos nesta questão para que todos, os favoráveis e os contra consigam viver pacificamente na sociedade.

sábado, 12 de maio de 2018

Perdão, Vingança ou Justiça?

"Porquanto, não conhecendo a justiça de Deus, e procurando estabelecer a sua própria, não se sujeitaram à justiça de Deus." Romanos 10:3
Nestes últimos meses a emissora de TV rede Globo exibiu a história de uma personagem com características bem conhecida por nós. Clara, interpretada pela atriz Bianca Bin, que após perder tudo que tinha, foi atrás de vingança. A personagem escolheu a vingança e não o perdão.
A justificativa da vingança?
Justiça!
E assim caminhamos.
A vida sempre apresenta alguém para tirar algo de nós; seja um parente assassinado, seja sendo agredido, boicotado, vítima de adultério,... Algo nos é tirado por alguém. Alguém trama algo contra.
O sentimento de ódio, rancor, mágoa, ... e muitas vezes os sentimentos bons se misturam com os ruins.
Não tem como falar de vingança sem a opção do perdão. Pessoas que perdoam quem trai, seja esta traição amorosa ou de amizade e até familiar.  Perdoar um ladrão ou o assassino de uma pessoa amada. Perdoar ofensa, ... Tem pessoas que conseguem com facilidade perdoar, e tem aquelas que perdoam com muita dificuldade.
Mas, a novela conseguiu esta façanha de falar sobre vingança ignorando totalmente o perdão.
Embora a emissora tenha mostrado esta realidade e não ter apresentado o perdão não significa que o problema já não existia.
Clara representa pessoas que não perdoam. Aquele jeitinho de pessoa simples, meio sonsa revelou o que talvez tenhamos de pior dentro de nós.
Com a justificativa de que estava fazendo justiça a novela apresentou essa atitude como louvável.
Somos nós a justiça?
Através da vingança a personagem "salvou" a nação combatendo o mau. O juiz corrupto, O delegado pedófilo, o médico conivente e claro, a serial killer das tesouradas. Todos se tornaram vítimas da justiceira.
Assim é a ficção, por vingança o herói faz justiça. Mas, o que é justiça?
Batman motivado pelo desejo de vingança pela morte dos seus pais se tornou o combatente do crime. Da mesma forma o Justiceiro pela morte da família. E tantos outros personagens da ficção foram pelo mesmo caminho, vingança em nome da justiça. A ficção apresenta desta forma, o público gosta, é a história que dá audiência e mexe com o nosso ego, ver a justiça acontecer.
Mas, e na realidade? Como isso funciona dentro de uma alma atormentada?
Talvez pessoas que não conseguiram seguir adiante, se prenderam a uma motivação que passou a dar sentido a uma vida que ficou vazia.
A verdade é que para algumas pessoas o senso de justiça deu lugar ao perdão.
Qual a linha tênue que separa essa vingança do que realmente é justiça?
Para muitos a justiça divina se apresenta desta forma, aqui se faz e aqui se paga. E muitas vezes a justiça divina (de Deus) parece não chegar nunca.
...e como temos pressa!

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