UA-39063185-1 Trocando uma ideia: O tempo

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quinta-feira, 6 de maio de 2010

O tempo


“Apaguei as tuas transgressões como a névoa, e os teus pecados como a nuvem; torna-te para mim, porque eu te remi.” IS 44:22
O tempo passa e para muitos ele soa como cruel. Ele passa e não há como voltar atrás. Como nossa alma anseia poder voltar no tempo. Assim como vemos na ficção científica, este retorno, a oportunidade de poder voltar atrás e fazer tudo diferente, não amargar as conseqüências do ocorrido. Bom seria corrigir assim como quem com uma borracha apaga seu erro, poder apagar nosso erro maior e refazer cada ato tomado. A alma amarga na realidade que impede esse retorno. Se pudéssemos realmente voltar no tempo o que mudaríamos? Pensamos nas conseqüências desse retorno?
Tudo bem; não posso voltar no tempo e corrigir tudo.
Então o que fazer? Por que Deus não nos deu essa oportunidade já que sabia do que somos capazes. Deus errou? Claro que não!
Melhor que voltar no tempo e passar uma borracha e reescrever nossa história, Deus nos deu o arrependimento, o perdão e a esperança que o recomeço com Ele seja glorificante.
Voltar no tempo não podemos, mas não podemos nos esquecer que nosso Deus é perfeito. Temos algo muito grande que Ele nos deu. Maior que qualquer obra de ficção.
O arrependimento vem quando enxergamos nosso erro e isso desce amargo alma adentro. O conceito da pessoa que se arrepende é que esta pessoa passa a ter vergonha, nojo e desprezo pelo seu erro ("Confessei-te o meu pecado, e a minha maldade não encobri. Dizia eu: Confessarei ao Senhor as minhas transgressões; e tu perdoaste a maldade do meu pecado. (Selá.)" SL 32:5), ao contrário das pessoas que apenas tem remorso e que na verdade ainda tem saudade dos “velhos tempos” e continuam a praticar a iniqüidade contra as vontades de Deus ("Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento, e não comeceis a dizer em vós mesmos: Temos Abraão por pai; porque eu vos digo que até destas pedras pode Deus suscitar filhos a Abraão." LC 3:8).
O perdão surge quando tanto Deus quanto a pessoa ferida sente daquele que se diz arrependido não só em palavras como também em gestos no dia-a-dia mostra claramente a sinceridade do arrependimento. Surge quando o arrependido libera perdão da mesma forma que pretende ser perdoado (“Assim direis a José: Perdoa, rogo-te, a transgressão de teus irmãos, e o seu pecado, porque te fizeram mal; agora, pois, rogamos-te que perdoes a transgressão dos servos do Deus de teu pai. E José chorou quando eles lhe falavam.” GN 50:17) Se Deus diz que quando nos arrependemos nem ele se lembraria de nossos pecados, então como podemos esperar o perdão de Deus se continuamos no remorso, cutucando a ferida.
Melhor que voltar no tempo é a dádiva dada por Deus que é o arrependimento e o perdão. Dádiva sim, pois perdoar e se arrepender (não remorso) não é para qualquer um. Você perdoaria quem tirou a vida de quem você mais ama? Perdoaria adultério? Perdoaria aqueles que se voltaram contra você? Com que moeda você pagaria? Quantas milhas andaria? Cederia sua túnica? Ofereceria a outra face? Oraria do fundo de sua alma pelo bem estar desse?
Aí nos engasgamos...
O remorso impede o arrependimento (Ai dos filhos rebeldes, diz o SENHOR, que tomam conselho, mas não de mim; e que se cobrem, com uma cobertura, mas não do meu espírito, para acrescentarem pecado sobre pecado; IS 30:01).
O rancor, a mágoa, o coração ferido impede o perdão.
Assim mantemos Deus afastado e perdemos suas bênçãos, pois a dádiva de Deus ao mesmo tempo em que está perto está também distante.
Se não houver um tratamento para a cura dos traumas emocionais nos tornamos solitários consumidos pelas lembranças (“nada mos deixa tão solitários quanto nossos segredos.” Paul Tornier).
Hoje precisamos buscar o real (já que alguns têm apenas remorso) arrependimento. Hora em que a alma grita e Deus se inclina para ouvir.
Hoje precisamos perdoar na mesma intensidade em que queremos ser perdoados ("Eu, eu mesmo, sou o que apago as tuas transgressões por amor de mim, e dos teus pecados não me lembro." IS 43:25). Precisamos carregar a certeza de que temos que perdoar o homem e ser perdoado por ele; e assim como conseqüência sermos perdoados pelo senhor altíssimo nosso Deus.
Hoje mais que voltar no tempo precisamos ser libertos e aproveitar a dádiva e a realidade do tempo, até porque como diz o ditado que aquilo que não nos mata nos torna mais fortes.
“Não te lembres dos pecados da minha mocidade, nem das minhas transgressões; mas segundo a tua misericórdia, lembra-te de mim, por tua bondade, Senhor.” SL25:7

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