Este é mais um tema do "Blogagem coletiva" , "falar" sobre os livros da minha vida talvez demorasse muito, pois não consegueria resumir as pérolas que li, por isso vou por outro caminho. Lembro-me de quando era criança e do contato doloroso que tive na segunda série do primário, em que a professora passou um dever para as férias. Isso mesmo, nas férias estudando. Imagine isso na cabeça de uma criança que esperava curtir as férias brincando. Foi escolhido o gato de botas e a missão era ler e resumir em quinze páginas a história. Não!
Estamos falando de uma criança no segundo ano primário que esperava curtir as férias brincando e não ficar lendo um livro cheio de palavras e poucas figuras.
Mas... missão dada, missão cumprida.
E acabou servindo para uma boa base. A professora fez um bom trabalho. Como remédio amargo que desce pela garganta, foi também eficaz contra a ignorância cultural.
Demorou um pouco para se recuperar do choque com os livros, mas a intimidade aumentou.
Se tornou natural o cheiro dos amarelados livros, cheiro que vem junto a lembranças daquela época.
Passaram pelas minhas mãos livros de ficção, biografia, história e com o avanço da idade os de auto ajuda que ajudaram muito. De escritores nacionais a internacionais foram muitas viagens. Viagens que só o mundo da leitura podem proporcionar.
Claro que o livro de maior destaque foi a Bíblia Sagrada. Por muitos anos tinha guardado um exemplar de bolso que ganhei da minha madrinha no meu batizado católico quando neném.Livro passou a ser "e-book" ou "e- livro" .
Com esse avanço tecnológico temos em mãos qualquer obra literária. Com apenas alguns cliques encontramos a bíblia, ficção, romance,... para todos os gostos. Alguns de graça.
E fomos mais longe, antes éramos leitores, agora nos tornamos escritores. Nossa opinião foi formada para formarmos opinião. Os livros de nossas vidas nos capacitaram para escrever os livros da vida de outras gerações.
Nossos pensamentos vagam entre linhas nas páginas sociais, blogs e compania.
... e hoje estou aqui em cada post, lembrando que meu primeiro contato com um livro eu era um bebê sendo batizado que passou por uma experência bruta no segundo ano primário.
Detalhe que meus filhos aprenderam a gostar de ler. Minhas filhas começaram a ter gosto pela leitura lendo no celular. Hoje elas leêm e escrevem, já tem seus blogs. Meu filho de sete aprendeu a ler e escrever no computador. Essa tecnologia... os tempos mudam, mas a essencia é a mesma. Quem sabe num futuro próximo eles estejam escrevendo o mesmo tema.
Por essa experiência muitos se tornaram e se tornarão os livros da minha vida.
"A professora fez um bom trabalho. Como remédio amargo que desce pela garganta, foi também eficaz contra a ignorância cultural."
































