Diário Planetário:
2013, ano da vitória
Cidade Maravilhosa
Onde caminho em meio a multidão.
Todos os dias um incontável número de pessoas
vagam em seu direito de ir e vir.
Me tornei mais um;
Um número na multidão.
Um número na identificação.
Número nas estatísticas.
Rodeado a todo o tempo
por pessoas que ao mesmo tempo em que
são meros desconhecidos
se tornaram pelo exercício da rotina
rostos familiares.
A cidade não se cala
assim como o tempo não para.
Tempo este que torna a vida corrida.
Não nos ensinaram a administrar este tempo
e menos ainda falaram de qualidade de vida.
Assim como uma máquina operária,
nos coube produzir.
Nosso bem maior,
que nos foi dado pelo avanço tecnológico
nos diz que temos muitos amigos.
Novamente números...
Estatisticamente as redes sociais exibem
um número elevado de amigos.
... mensagens vem, mensagens vão
em tempo real,
... novamente o tempo.
O comprimento é pra
pessoas selecionadas.
Bom dia, boa tarde e boa noite
não é pra estranhos.
... novamente a multidão.
Uma multidão que me traz indagação.
Rodeado de tanta gente
por que esta amarga solidão?
Como louco no hospício
converso só.
... e como tenho assunto.
Esse tal progresso da tecnologia
nos fez regredir.
Como bestas feras
o que importa é nos alimentar.
O ego se satisfaz.
Diário planetário...
por falta de companhia
me sobraram as teclas
converso só,
novamente!
Assim como não
sou o único
penso e vivo
esta solidão compartilhada.
![]() |
Mercado Saara, Centro RJ. Foto e efeito via Smarthphone |
Belíssimo poema ,Neves. É a solidão da tecnologia.
ResponderExcluirAmei seu blog!
Já o sigo também.
Vou colocar o link na minha lista de blogs amigos para voltar sempre.
Seja Bem Vindo!
Obrigada pela visita e volte mais vezes.
Beijinhos e ótimo fim de semana
Dryka
http://www.suasenossas.blogspot.com.br
Face Book: Adriana Paz
Oi amigo
ResponderExcluirA pior miséria é a solidão...
Temos que nos direcionar às pessoas solitárias e conversando com elas, a solidão desaparece e vemos que todos sofrem desse mal. No entanto você tem o telefone, o teclado para conversar e não ficar tão só.
É a doença do século...
Beijos
Lua Singular
E muitas vezes nos sentimos assim mesmo..gosto da solidão me faz bem, mas não daquela que nos sentimos excluídos. Um poema maravilhoso...
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