UA-39063185-1 Trocando uma ideia: Perdão, Vingança ou Justiça?

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sábado, 12 de maio de 2018

Perdão, Vingança ou Justiça?

"Porquanto, não conhecendo a justiça de Deus, e procurando estabelecer a sua própria, não se sujeitaram à justiça de Deus." Romanos 10:3
Nestes últimos meses a emissora de TV rede Globo exibiu a história de uma personagem com características bem conhecida por nós. Clara, interpretada pela atriz Bianca Bin, que após perder tudo que tinha, foi atrás de vingança. A personagem escolheu a vingança e não o perdão.
A justificativa da vingança?
Justiça!
E assim caminhamos.
A vida sempre apresenta alguém para tirar algo de nós; seja um parente assassinado, seja sendo agredido, boicotado, vítima de adultério,... Algo nos é tirado por alguém. Alguém trama algo contra.
O sentimento de ódio, rancor, mágoa, ... e muitas vezes os sentimentos bons se misturam com os ruins.
Não tem como falar de vingança sem a opção do perdão. Pessoas que perdoam quem trai, seja esta traição amorosa ou de amizade e até familiar.  Perdoar um ladrão ou o assassino de uma pessoa amada. Perdoar ofensa, ... Tem pessoas que conseguem com facilidade perdoar, e tem aquelas que perdoam com muita dificuldade.
Mas, a novela conseguiu esta façanha de falar sobre vingança ignorando totalmente o perdão.
Embora a emissora tenha mostrado esta realidade e não ter apresentado o perdão não significa que o problema já não existia.
Clara representa pessoas que não perdoam. Aquele jeitinho de pessoa simples, meio sonsa revelou o que talvez tenhamos de pior dentro de nós.
Com a justificativa de que estava fazendo justiça a novela apresentou essa atitude como louvável.
Somos nós a justiça?
Através da vingança a personagem "salvou" a nação combatendo o mau. O juiz corrupto, O delegado pedófilo, o médico conivente e claro, a serial killer das tesouradas. Todos se tornaram vítimas da justiceira.
Assim é a ficção, por vingança o herói faz justiça. Mas, o que é justiça?
Batman motivado pelo desejo de vingança pela morte dos seus pais se tornou o combatente do crime. Da mesma forma o Justiceiro pela morte da família. E tantos outros personagens da ficção foram pelo mesmo caminho, vingança em nome da justiça. A ficção apresenta desta forma, o público gosta, é a história que dá audiência e mexe com o nosso ego, ver a justiça acontecer.
Mas, e na realidade? Como isso funciona dentro de uma alma atormentada?
Talvez pessoas que não conseguiram seguir adiante, se prenderam a uma motivação que passou a dar sentido a uma vida que ficou vazia.
A verdade é que para algumas pessoas o senso de justiça deu lugar ao perdão.
Qual a linha tênue que separa essa vingança do que realmente é justiça?
Para muitos a justiça divina se apresenta desta forma, aqui se faz e aqui se paga. E muitas vezes a justiça divina (de Deus) parece não chegar nunca.
...e como temos pressa!

3 comentários:

  1. Não sei se lembra de mim, sou do blog vizinho.
    Não vi essa novela (na verdade, não as vejo há anos, bem como TV aberta), mas em relação a vingança, só tenho a dizer que as pessoas deveriam criticar mais o que causa ela. Porque ela é uma reação, não é algo gratuito. Muitas vezes, ao condenar de forma tão "exemplar" uma vingança, estamos amenizando a dor que o agredido sofreu para estar se portando dessa forma. SE A maioria das pessoas, que pensam em fazer algo grave contra alguém, seja um espancamento gratuito, estupro, ou assassinato por motivo banal, ou assalto, entre outros, pondera-sem mais sobre o troco que ele vai receber daquilo, e apoiado pela sociedade em peso, o agressor pensaria bem mais antes de ir cometer o ilícito.

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    Respostas
    1. Lembro de você sim. Estive afastado um pouco do blog por problemas pessoais.
      Bom. Quanto ao assunto, entendo sua posição, todos nos tornamos vítimas de alguém.
      A questão não é o erro dos outros, mas a justificativa do nosso. Somos nós a justiça?

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    2. Em casos, devemos ser. A grande recompensa para quem comete as injustiças, é se sentir recompensado ser ter que enfrentar nenhuma represália pelo que fez. É muito bonito sustentar que "olho por olho e o mundo terminará cego", mas há questões em que se dá para relevar, e tentar "viver com isso", e outras, que se não punir, na mesma moeda ou pior, está dando um atestado de sucesso ao criminoso.

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