"O problema não é você estar preso ,e sim o que você faz com a liberdade !!!"

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sábado, 16 de maio de 2020

Convivência em tempos de isolamento

Nestes últimos meses aprendemos tudo sobre Pandemia. Esse vírus tem como regra nos isolar para que não se espalhe. Por outro lado exige de nós a regra de convivência, percebemos que o bem estar de um depende do outro.
Putzzzzzzz... Deu ruim!
A orientação médica é isolamento e todos os cuidados possíveis ao sair na rua. O governo resolveu pagar os que tem que ficar em casa e junto com as empresas fez um plano de revezamento.
Daí surge uma indignação, às vezes com tom preconceituoso.
Por que o outro está nas ruas? Crianças e adolescentes brincando. Jovens jogando bola, bebendo, fazendo festas,... Pessoas fazendo exercícios nas ruas, curtindo praia, trilha,... Por aí seguem as indignações por parte de quem está seguindo as recomendações.
Fora os que estão nas ruas indignados com outros que estão nas ruas (esses deixa de lado).
Bom, aprendemos muito sobre a Pandemia, mas ainda não sobre pessoas em convívio social.
O que colocamos em nossos discursos se tornaram palavras vazias.
Existe ordens básicas para este convívio.
A Pandemia nos ensina que solidariedade é a forma correta de cuidar da vida alheia, que algo além disso é ruim.
Somos bombardeados a todo tempo sobre o que está acontecendo. Não é por falta de informações. Dentro das famílias é conversado. Nas comunidades ONG's e voluntários fazem um belo trabalho de informações. Páginas na internet e tantos meios de informações, até o coleguinha informa.
Novamente a pergunta, por que estão nas ruas?
Lembra daquele seu discurso antes do Covid?
Aquele de liberdade. Ir e vir, de pensar, se expressar,... O mundo eclético, diversidade,... Espaço pra todas as tribos.
E das famosas frases "o corpo é meu", "não é não" e talvez o "somos uma sociedade livre". Entre tantos.
Pois é, não estamos prontos pra isso.
O Brasil que eu quero de cada um é diferente. Pessoas pensam e tomam ações diferentes.
Estas pessoas nas ruas hoje estão nos dizendo " o corpo é meu", "não é não" e " sou livre, faço que quero".
Sim, a Pandemia é plano de fundo quando falamos de pessoas em convívio social. Fomos colocados do outro lado e sentimos o peso de nossos discursos revolucionários nas costas.
Não é justificar ou apoiar o outro, muito menos julgar, mas sim o caminho que exige mais, a compreensão, o entendimento de como é o outro lado.
Uma verdade é que somos responsáveis pela educação de nossos filhos, não do filho dos outros. Isso não é ignorar nossa responsabilidade social e o compartilhamento do conhecimento, é ter os pés no chão.
Acredito que a vida é uma escolha e que somos vítimas de nossas escolhas e não da sociedade e governos.
Terceirizações de culpa, vitimismo, cultura do inho,... É bom para tranquilizar a mente dos culpados. É perfeito para quem está lá em cima, continue sempre lá, e claro, para os oportunistas.
Não é mais sobre Pandemia, é sobre convivência social. Tratar pessoas como pessoas.

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